Exame de IgE Específica para Trigo: alergia ao Trigo
Exame de IgE Específica para Trigo: alergia ao Trigo
R$ 45,00
Exame de IgE Específica para Trigo: alergia ao Trigo
R$ 45,00
Informações da coleta
Prazo do resultado
3 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou preparos especiais. (F4)
Exame de IgE Específica para Trigo: alergia ao Trigo
Exame de sangue que investiga a sensibilização alérgica às proteínas do trigo, ajudando a diferenciar a alergia alimentar de outras condições.
O que é o exame de IgE Específica para Trigo?
O exame de IgE específica para trigo mede, no sangue, a quantidade de anticorpos IgE produzidos pelo sistema imunológico contra as proteínas do trigo (Triticum aestivum). Quando uma pessoa sensibilizada ingere trigo ou, em alguns casos, inala farinha de trigo, o organismo pode reagir de forma exagerada, liberando substâncias que causam sintomas alérgicos.
Essa reação é chamada de alergia IgE-mediada. Ela costuma ser rápida: os sintomas surgem em minutos a poucas horas após o contato com o alimento. O exame detecta exatamente essa sensibilização, identificando se o sistema imunológico produz anticorpos IgE específicos contra o trigo.
Um ponto muito importante: a presença de IgE detectável não confirma, por si só, uma doença alérgica clínica. O resultado deve sempre ser interpretado pelo médico junto com os sintomas e o histórico do paciente.
Para que serve o exame de alergia ao trigo?
O exame é indicado para investigar se uma pessoa tem sensibilização alérgica ao trigo e se essa sensibilização pode estar relacionada aos sintomas apresentados. Pode ser solicitado quando há suspeita de que pães, massas, bolos, farinhas e outros alimentos à base de trigo estejam provocando reações como urticária, inchaço, vômitos, diarreia ou crises respiratórias.
O exame também é utilizado na investigação de trabalhadores expostos à farinha de trigo, como padeiros e confeiteiros, que desenvolvem sintomas respiratórios relacionados à inalação do cereal.
É importante destacar que este exame investiga somente a alergia ao trigo mediada por IgE. Ele não substitui os testes específicos para doença celíaca nem detecta a chamada sensibilidade ao glúten não celíaca, que não possui marcador imunológico específico.
Alergia ao trigo x Doença celíaca
A doença celíaca é uma condição autoimune crônica. Em pessoas com essa condição, o consumo de glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e em seus derivados, desencadeia uma reação inflamatória no intestino delgado. Essa inflamação pode danificar a mucosa intestinal e dificultar a absorção de nutrientes importantes para o organismo.
Já na alergia ao trigo, o sistema imunológico reage às proteínas do trigo como faria em uma alergia alimentar, sem causar danos ao intestino.
Quais as doenças ou condições relacionadas ao exame?
Cutâneas: Urticárias, Angioedema, Dermatite atópica, Dermatite herpetiforme.
Gastrintestinais: Hipersensibilidade gastrintestinal imediata, Síndrome da alergia oral, Esofagite, Gastrite, Gatroenterocolite eosinofílica alérgica, Enteropatia, Proctite, Enterocolite induzidas por proteína alimentar.
Respiratórias: Anafilaxia, Anafilaxia (induzida pelo exercício), Rinite alérgica, Asma persistente e asma do padeiro (origem ocupacional), Síndrome de Heiner.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este exame?
Não é necessário jejum nem preparo especial. Você pode comer e beber água normalmente antes da coleta. Informe ao médico sobre medicamentos em uso, especialmente anti-histamínicos, pois eles podem influenciar na interpretação dos resultados.
A interpretação isolada de qualquer exame não é indicada. Todo resultado deve ser avaliado por seu médico em conjunto com a investigação clínica.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.
Perguntas frequentes
Não. São condições diferentes, com mecanismos e testes distintos. A alergia ao trigo é uma reação imunológica mediada por IgE,rápida, com sintomas que surgem em minutos a poucas horas após o contato com o alimento. A doença celíaca é uma doença autoimune desencadeada pelo glúten (proteína presente no trigo, na cevada e no centeio), com mecanismo completamente diferente e investigada por outros testes, como os anticorpos anti-transglutaminase e anti-endomísio. Existe ainda a sensibilidade ao glúten não celíaca, que não tem mecanismo imunológico claro e não é detectada por nenhum exame de sangue específico até o momento. O exame de IgE específica para trigo investiga somente a alergia IgE-mediada.
Não necessariamente, e essa é uma confusão comum. A alergia ao trigo é uma reação às proteínas do trigo em geral, não exclusivamente ao glúten. Quem tem alergia ao trigo deve evitar o trigo e seus derivados, mas pode, dependendo do caso, tolerar outros cereais que contêm glúten, como a cevada e o centeio. Já quem tem doença celíaca precisa eliminar o glúten de todos os cereais que o contêm. As restrições alimentares de cada condição são diferentes, e o médico é quem deve orientar a dieta adequada para cada situação.
Em muitas crianças, sim. A alergia ao trigo tem evolução relativamente favorável: parte dos casos pode melhorar ou desaparecer ao longo da infância e da adolescência. No entanto, em alguns indivíduos a condição persiste na vida adulta. O acompanhamento médico regular é fundamental para avaliar a evolução, indicar testes de reavaliação e orientar sobre a dieta e os cuidados necessários em cada fase da vida.
