Exame de IgE Específica para Camarão
Exame de IgE Específica para Camarão
R$ 42,00
Exame de IgE Específica para Camarão
R$ 42,00
Informações da coleta
Prazo do resultado
3 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou preparos especiais. (F24)
Exame de IgE Específica para Camarão
Exame de sangue que detecta sensibilização alérgica às proteínas do camarão, com investigação de reatividade cruzada com outros crustáceos e ácaros da poeira doméstica.
O que é o exame de IgE Específica para Camarão?
O exame de IgE específica para camarão mede, no sangue, a quantidade de anticorpos IgE produzidos pelo organismo contra as proteínas do camarão.
Quando o sistema imunológico de uma pessoa sensibilizada entra em contato com essas proteínas, pela ingestão do alimento ou até pelo contato com o vapor gerado durante o preparo, ele pode reagir de forma exagerada, desencadeando sintomas alérgicos.
A principal proteína responsável por essa reação é a tropomiosina, presente na musculatura do camarão e conhecida por ser termoestável. Isso significa que ela não é destruída pelo calor: o camarão cozido, frito ou assado mantém sua capacidade de provocar reações em pessoas sensibilizadas.
É importante saber que a presença de IgE detectável no exame não confirma, por si só, uma doença alérgica clínica. O resultado deve sempre ser interpretado pelo médico em conjunto com os sintomas e o histórico clínico do paciente.
Para que serve o exame de IgE Específica — Camarão?
O exame é indicado para investigar se uma pessoa tem sensibilização alérgica às proteínas do camarão e se essa sensibilização pode estar relacionada aos sintomas apresentados.
Ele pode ser solicitado quando há suspeita de que o camarão ou outros crustáceos estejam causando reações como urticária, inchaço, vômitos, diarreia, chiado no peito ou crises mais intensas logo após a ingestão do alimento.
Vale destacar que a alergia a crustáceos costuma ser persistente ao longo da vida, diferente de muitas outras alergias alimentares que tendem a diminuir com o tempo. Por isso, a investigação e o acompanhamento médico são especialmente importantes para quem apresenta sintomas nesse contexto.
Quais as doenças ou condições relacionadas ao exame?
- Cutâneas: Urticárias, Angioedema, Dermatite atópica, Dermatite herpetiforme;
- Gastrintestinais: Hipersensibilidade gastrintestinal imediata, Síndrome da alergia oral, Esofagite, Gastrite, Gatroenterocolite eosinofílica alérgica, Enteropatia, Proctite, Enterocolite induzidas por proteína alimentar;
- Respiratórias: Anafilaxia, Rinite alérgica, Asma persistente, Síndrome de Heiner.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este exame?
Não é necessário jejum nem preparo especial. Você pode comer e beber água normalmente antes da coleta. Informe ao médico sobre medicamentos em uso, especialmente anti-histamínicos, pois eles podem influenciar na interpretação dos resultados.
A interpretação isolada de qualquer exame não é indicada. Todo resultado deve ser avaliado por seu médico em conjunto com a investigação clínica.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.
Perguntas frequentes
Sim. A principal proteína alergênica do camarão é a tropomiosina, que é resistente ao calor. Isso significa que cozinhar, fritar ou assar o camarão não elimina o risco de reação para pessoas sensibilizadas. Se você tem suspeita de alergia, evite o alimento e consulte um médico antes de qualquer tentativa de reintrodução.
É possível. A tropomiosina está presente em todos os crustáceos e pode provocar reatividade cruzada, ou seja, quem é sensibilizado ao camarão pode apresentar reações ao caranguejo, à lagosta e a espécies semelhantes. Essa avaliação deve ser feita pelo médico ou alergologista com base nos exames e na história clínica de cada pessoa.
A tropomiosina é uma proteína encontrada não só nos crustáceos, mas também nos ácaros da poeira doméstica. Por serem estruturalmente parecidas, essas proteínas podem gerar uma reatividade cruzada entre elas. Isso pode ajudar a explicar por que algumas pessoas com alergia respiratória a ácaros também apresentam reações a crustáceos — e vice-versa. O médico pode solicitar exames complementares para investigar essa relação.
