Exame de IgE Específica para Cacau
Exame de IgE Específica para Cacau
R$ 45,00
Exame de IgE Específica para Cacau
R$ 45,00
Informações da coleta
Prazo do resultado
3 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou preparos especiais. (F93)
Exame de IgE Específica para Cacau
Exame de sangue que detecta sensibilização alérgica às proteínas do cacau (Theobroma cacao), ingrediente-base do chocolate.
O que é o exame de IgE específica para cacau?
O exame de IgE específica para cacau mede a quantidade de anticorpos IgE produzidos pelo organismo contra as proteínas do cacau (Theobroma cacao). É importante deixar claro desde o início: este exame investiga a sensibilização à proteína do cacau em si, e não ao chocolate como produto pronto.
O chocolate contém vários outros ingredientes, como leite, soja, amendoim, avelã e emulsificantes, que também podem causar reações alérgicas. Uma pessoa que apresenta sintomas ao comer chocolate pode estar reagindo ao cacau, a um desses outros ingredientes, ou a mais de um deles ao mesmo tempo.
Quando uma pessoa sensibilizada ao cacau ingere alimentos que contêm essa proteína, o sistema imunológico pode produzir uma resposta exagerada, desencadeando sintomas que vão de manifestações na pele até reações mais graves. A alergia verdadeira ao cacau mediada por IgE é considerada relativamente incomum, mas existe e pode ser confundida com reações a outros componentes do chocolate.
A presença de IgE detectável não confirma, por si só, uma doença alérgica clínica. O resultado deve ser interpretado pelo médico em conjunto com os sintomas e com o histórico detalhado das reações apresentadas.
Para que serve o exame de IgE específica para cacau?
O exame é indicado para investigar se uma pessoa tem sensibilização alérgica às proteínas do cacau e se essa sensibilização pode estar relacionada aos seus sintomas.
O exame ajuda o médico a diferenciar uma alergia mediada por IgE ao cacau de outras condições não alérgicas que podem ser desencadeadas pelo cacau, como enxaqueca associada à tiramina e à teobromina, substâncias presentes no cacau que podem provocar sintomas em algumas pessoas sem envolver o sistema imunológico.
Quais sintomas estão relacionados a solicitação deste exame?
O médico pode solicitá-lo quando o paciente relata reações recorrentes ao chocolate ou a alimentos que contêm cacau, como achocolatados, bombons, sorvetes de chocolate e biscoitos, especialmente após os outros componentes mais comuns, como leite e amendoim, já terem sido investigados ou excluídos.
Alguns dos sintomas mais comuns da sensibilização ao cacau são urticária, inchaço na boca ou nos lábios, coceira, vômitos, chiado no peito ou outros sintomas que aparecem logo após comer
Quais as doenças relacionadas ao exame?
O exame de IgE específica para cacau pode estar associado à investigação de:
Cutâneas:
- Urticária: manchas avermelhadas com coceira na pele de surgimento rápido após o contato com o alérgeno;
- Angioedema: inchaço nos lábios, pálpebras, língua ou outras regiões;
- Dermatite atópica: inflamação crônica da pele que pode ser agravada pela ingestão de alimentos alergênicos.
Gastrintestinais:
- Distúrbios gastrintestinais eosinofílicos: inflamação do trato digestivo associada a alimentos com potencial alergênico, incluindo náuseas, dor abdominal e diarreia.
Respiratórias e sistêmicas:
- Rinite alérgica: espirros e coriza relacionados ao consumo do alimento;
- Asma: crises de chiado e falta de ar associadas à exposição ao alérgeno;
- Anafilaxia: reação alérgica grave e sistêmica com risco de vida, que exige atendimento de emergência imediato.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este exame?
Não é necessário jejum ou preparos especiais. Você pode comer e beber água normalmente antes da coleta de sangue.
Informe ao médico sobre medicamentos em uso, especialmente anti-histamínicos. Dependendo do método utilizado, pode ser necessário suspender temporariamente alguma medicação antes da coleta. O profissional orientará sobre isso.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904).
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181).
Perguntas frequentes
Não diretamente. O exame F93 investiga somente a sensibilização ao cacau. Como o chocolate comercial contém vários outros ingredientes com potencial alergênico, como leite, soja, amendoim e avelã, o médico pode precisar solicitar testes adicionais para cada um desses componentes a fim de identificar com precisão qual deles, ou quais deles, está causando a sua reação. Por isso, a investigação de alergia ao chocolate é um processo que costuma envolver mais de um exame.
Depende do que está causando a reação. O chocolate amargo tem maior concentração de cacau e, geralmente, não contém leite, o que o torna uma opção para quem tem alergia às proteínas do leite de vaca. Por outro lado, quem tem sensibilização ao próprio cacau pode reagir justamente a esse tipo de chocolate, que apresenta maior concentração da proteína alergênica. Além disso, muitas barras de chocolate amargo são produzidas em linhas que processam também amendoim e nozes, o que exige atenção ao rótulo. A orientação do médico ou alergologista é indispensável.
Sim. Nem toda reação ao cacau é de origem alérgica mediada por IgE. O cacau contém substâncias como a teobromina e a tiramina, que podem causar sintomas como dor de cabeça, enxaqueca, aceleração dos batimentos cardíacos e distúrbios digestivos em algumas pessoas, sem envolver o sistema imunológico. Esses casos são reações de intolerância ou sensibilidade farmacológica, e não alergias verdadeiras. O exame de IgE específica ajuda justamente a diferenciar esses cenários, mas a avaliação final é sempre do médico.
