Exame de Estriol Total E3
Exame de Estriol Total E3
R$ 212,00
Exame de Estriol Total E3
R$ 212,00
Informações da coleta
Prazo do resultado
4 dias úteis
Material coletado
SORO CONGELADO
Método de coleta
Terça e Quinta-feira
Instruções de preparo
Tubo seco: (ESTRT)Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame. Tubo com gel separador: (ESTRT)Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Exame de Estriol Total E3
Exame de sangue que mede o estriol total produzido pela unidade feto-placentária, utilizado no monitoramento de gestações de risco.
O que é o Exame de Estriol Total E3 ou Exame de Função Feto-Placentária ?
O exame de estriol total (E3) mede a concentração total do estriol no sangue, incluindo tanto a fração livre (não conjugada) quanto a fração conjugada desse hormônio.
O estriol é um hormônio estrogênio produzido principalmente durante a gestação, com participação direta da placenta e das glândulas suprarrenais do feto.
Durante a gravidez, as glândulas suprarrenais fetais produzem precursores hormonais que são transportados pela circulação para a placenta, onde são convertidos em estriol e liberados na corrente sanguínea materna.
Esse processo conjunto, chamado de unidade feto-placentária, garante que os níveis de estriol aumentem progressivamente com o avanço da gestação. Por isso, o estriol total funciona como um marcador do funcionamento integrado do feto e da placenta.
Em mulheres fora da gestação, o estriol total tem indicação clínica limitada, pois seus níveis são muito baixos e de pouca relevância diagnóstica nesse contexto.
Para que serve ao E3 Total?
O estriol total é utilizado principalmente para monitorar gestações consideradas de alto risco, avaliando a integridade e o funcionamento da unidade feto-placentária.
Quedas nos níveis de estriol ao longo da gestação podem ser um sinal de comprometimento do bem-estar fetal ou da função placentária, motivando avaliação mais detalhada pelo obstetra.
Diferente do estriol livre (ESTRI), que é usado principalmente em triagens de rastreio de anomalias cromossômicas no segundo trimestre, o estriol total é mais utilizado no monitoramento de gestações de risco em geral, como casos de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal, gestações pós-termo ou outras complicações obstétricas. O médico define quando e com qual frequência solicitar o exame conforme as características individuais da gestação.
Doenças relacionadas
O exame de estriol total pode estar relacionado à investigação e ao monitoramento de:
- Insuficiência placentária: quando a placenta não cumpre adequadamente sua função de nutrição e oxigenação do feto, podendo reduzir a produção de estriol;
- Aplasia adrenal fetal: ausência ou mau funcionamento das glândulas suprarrenais do feto, que são essenciais para a síntese de estriol;
- Hiperplasia adrenal congênita: alteração no funcionamento das suprarrenais fetais que pode afetar os níveis de estriol;
- Anencefalia: ausência do desenvolvimento do cérebro fetal, que compromete o funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e impacta a produção de estriol.
Valores alterados no exame podem estar associados a essas condições, mas o diagnóstico depende sempre da avaliação completa pelo médico especialista, incluindo ultrassonografia e outros dados clínicos.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este teste?
Não há preparo especial específico mencionado para o estriol total. Recomenda-se informar ao médico sobre a semana de gestação e quaisquer medicamentos em uso, pois esses dados são essenciais para a correta interpretação do resultado.
*As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a consulta médica. Procure sempre um médico para avaliação e interpretação dos seus resultados.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especialista em bacteriologia clínica.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.
Perguntas frequentes
Não há uma frequência padronizada — isso depende do contexto clínico de cada gestação. Em gestações de risco, o médico pode solicitar o exame com maior regularidade para monitorar a função feto-placentária. Siga sempre as orientações do seu obstetra.
Um resultado abaixo do esperado para a idade gestacional pode indicar a necessidade de investigação adicional, mas não confirma que o bebê está em situação de risco imediato. O médico avaliará o resultado em conjunto com outros dados, como ultrassonografia com Doppler e monitorização fetal, para definir a conduta mais adequada.
Um estriol total (E3) elevado pode estar relacionado a situações fisiológicas da gestação e, na maioria dos casos, não indica um problema por si só. A interpretação sempre depende da idade gestacional, do contexto clínico e de outros exames. As principais possibilidades incluem casos de gestação mais avançada em que os níveis de estriol aumentam naturalmente ao longo da gravidez, especialmente no terceiro trimestre; casos de gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos) quando há maior produção hormonal, o que pode elevar o estriol e variações fisiológicas presentes em algumas gestantes, que podem apresentar valores acima da média sem que isso represente qualquer alteração clínica.
